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Julho/2004
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miércoles, octubre 08, 2008
EM MEMÓRIA DE UM POETA SUICIDA
Não conseguiu firmar o nobre pacto Entre o cosmos sangrento e a alma pura. Porém, não se dobrou perante o fato Da vitória do caos sobre a vontade Augusta de ordenar a criatura Ao menos: luz ao sul da tempestade. Gladiador defunto mas intacto (Tanta violência, mas tanta ternura), Jogou-se contra um mar de sofrimentos Não para pôr-lhes fim, Hamlet, e sim Para afirmar-se além de seus tormentos De monstros cegos contra um só delfim, Frágil porém vidente, morto ao som De vagas de verdade e de loucura. Bateu-se delicado e fino, com Tanta violência, mas tanta ternura! Cruel foi teu triunfo, torpe mar. Celebrara-te tanto, te adorava Do fundo atroz à superfície, altar De seus deuses solares – tanto amava Teu dorso cavalgado de tortura! Com que fervor enfim te penetrou No mergulho fatal com que mostrou Tanta violência, mas tanta ternura! Envoi Senhor, que perdão tem o meu amigo Por tão clara aventura, mas tão dura? Não está mais comigo. Nem contigo: Tanta violência. Mas tanta ternura. (Mário Faustino) Aí eu estava de manhã, no trabalho. Então alguém entrou com a notícia. -- Caiu um cara do prédio aí do lado. Estranhamente, a notícia de uma morte brutal como aquela causou menos comoção do que seria esperado. Duas ou três pessoas se levantaram para olhar pela janela, não mais que isso. Logo, voltaram comentando. Não foi o assunto principal daquela manhã, longe disso. Enquanto o corpo de um homem repousava pela última vez no chão frio de seu prédio, muita coisa acontecia no Brasil, na Ásia, na Europa e na Internet. O mundo estava muito ocupado. Eu, que não me comovi com o assunto, só fui voltar a lembrar do suicida à tarde. Muito já havia se falado sobre qual prédio teria hospedado a cena, sobre um possível acidente, sobre a altura da queda... Convencionou-se então que falaríamos de um suicida mesmo, que se jogou do 16º ou do 17º andares, vestindo apenas uma cueca e uma camiseta. Agora, vestia um plástico preto, que cobriu bem mais do que seu corpo, como podia ser visto sem obstruções da janela do trabalho. O mundo não parou. O frio e a garoa da Avenida Paulista pareciam ser o único luto que o suicida recebeu. Alguns bombeiros vistoriavam a cena, alguns policiais tiravam fotos da janela do apartamento de origem do corpo, e alguns curiosos assistíamos a tudo. A notícia – por ética jornalística ou por desinteresse mesmo – não O suicida nem sabia, mas morreu dois dias antes do meu aniversário. Eu, por outro lado, não sei dos motivos do suicídio dele. Ninguém na rua sabe de nada. Quando eu comemorar, as manchas de sangue no chão já terão sumido. E assim, a vida segue. (Não estranhem o poema bonito logo acima. Recebi em uma aula e apenas achei que se enquadrava bem à ocasião.)
Por EMANUEL NOVAES às 3:20 PM
| viernes, septiembre 26, 2008
CRONOLOGIA
A última por um bom tempo, eu prometo Eu convivo com um problema que eu imagino ser bem comum entre pessoas de 15 a 30 anos: os horários de sono irregulares. Se em um dia eu chego em casa às 21h30 e caio no sono, em outro eu sou capaz de ficar acordado até as 4h30 sem o menor problema. Culpa, acredito, desse excesso de provas e trabalhos, desse mundo maravilhoso da Internet, ou da idade mesmo – afinal, eu estou quase exatamente entre os 15 e os 30 anos, né? Mas se isso é ruim em muitos aspectos, pode ser bom em outros. Por exemplo, quando você precisa dormir logo ou ficar acordado até de manhã. Às vezes, a gente perde na loteria e precisa fazer a parada na marra mesmo. E foi mais ou menos isso que aconteceu da última vez que eu fui para a minha casa, em agosto. Resumo da ópera: perdi o ônibus. Calculei mal os horários, dei azar em outras coisas e precisei passar a madrugada acordado na rodoviária – pela segunda vez na minha vida, diga-se de passagem. Com medo de perder as malas (e até para fazer a viagem demorar menos quando eu conseguisse embarcar), eu resolvi esperar o dia amanhecer no Terminal Rodoviário da Barra Funda. E para tal, fiz mais uma cronologia sobre o assunto. 0h15: Cheguei na rodoviária todo esbaforido, esperando que meu ônibus – que saía 0h00 – estivesse atrasado, como de costume. Não estava, porque não era véspera de feriado ou algo do tipo. Curioso, perguntei para o funcionário da companhia se o ônibus tinha ido embora há muito. “Faz tempo”, respondeu. Obrigado pelo metrô sempre pontual, CPTM! 0h20: Então eu resolvi ligar para minha mãe, para avisar que não precisaria me buscar de manhã lá na rodoviária. “Eu imaginei”, solidarizou-se mamãe, olhando o horário da ligação. Animado, fui ver o horário do primeiro ônibus disponível. Seria o que faz a linha Rio de Janeiro-Campo Grande, que passa por São Paulo às 2h00 e vai para Presidente Prudente antes de se embrenhar no Mato Grosso do Sul. Seria, mas não era. Sairia um de São Paulo para Presidente Epitácio... às 6h15! Resolvi permanecer na rodoviária – afinal, voltar para casa àquela hora, dormir míseras quatro horas e voltar para a rodoviária era perda de tempo e dinheiro. Aliás, dormir era prejuízo de qualquer jeito. 0h40: Depois de passear por alguns minutos pela rodoviária, encontrei uma daquelas poltronas que a gente encontra pra sentar quando for esperar o mundo acabar. Santa poltrona! Fiquei ali, ao lado de uma mochila, uma sacola e uma mala – todas minhas. E pensando em como seria minha vida nas próximas cinco horas e meia. 0h45: Minha vida já era uma desgraça cinco minutos depois. Na poltrona plástica à minha frente, uma senhora gorda com cara de boliviana esperava seu ônibus quase dormindo. Ao seu lado, uma daquelas sacolas plásticas de trazer coisas do Paraguai. Não bastasse a aparência desanimada (e desanimadora), a senhora ainda desembrulhava balas e jogava os papéis no chão. Como se o mundo já não fosse uma merda sem gente que joga lixo no chão, certo? 0h50: Sério, os cinco minutos levaram horas. Lembrei que eu tinha uma revista na mochila e decidi ler. 1h00: Embora fosse uma revista boa, não dava pra lê-la para sempre. Com fome, sem saco, fui atrás de um pacote de bolachas que eu jurava que tinha na minha mochila. Não tinha. Tinha um livro de Kafka, O Processo, que eu precisava ler para a faculdade. Ele ainda estava no plástico, e não havia melhor oportunidade para ler um livro para a faculdade do que aquela, quando não havia mais nada no mundo para fazer. 1h35: Ler à noite dá sono. Ler Kafka à noite dá medo. 1h46: O medo de me ferrar fez com que eu resolvesse voltar ao guichê da companhia de ônibus para remarcar logo a passagem para as 6h15, ao invés de esperar até de manhã para tentar. Para passar o tempo, resolvi preencher tudo beeeem devagar. 1h53: Aí eu decido fuçar minha bagagem para descobrir o que mais pode salvar minha vida. E o que é que eu acho? AS BOLACHAS!!! Estava lá, um belo pacote de bolachas de leite e mel. Ô, coisa boa... 1h54: Uma (outra) senhora na minha frente é comovente. Cabelos grisalhos, ela enche seu copo vazio do McDonald’s de água do bebedouro, que acompanha seu pacote de salgadinhos Fofura. Humilde, faz seu lanche, junta a pouca bagagem e dá uma volta, mudando de banco. Então, repousa e tenta dormir. 2h10: Então eu voltei a pegar a revista que eu havia lido. Motivo: havia um jogo de cruzadinhas nele a ser resolvido. Infelizmente, eu fui burro suficiente para perder a paciência e olhar as respostas para responder o que eu não sabia. Respondi tudo, e praticamente acrescentei mais uns vinte minutos à minha espera. 2h30: Medo. Um cara me encarou e sentou perto de mim, praticamente na minha frente. Com o sono que eu estava, com aquele monte de bagagem, àquela hora, o que eu poderia fazer se tivesse motivos para ter medo? 2h35: Acabou o medo. Um funcionário da limpeza da rodoviária chega às nossas cadeiras e faz todo mundo mudar de lugar – sutil como um elefante, diga-se de passagem. Se o cara ia me perturbar, jamais saberemos, mas sei que não topei mais com ele. 2h45: Estou com sono e enlouquecendo, mas pelo menos os últimos minutos têm passado rápido. Mexo o corpo para os lados como um pêndulo autista. Minha cabeça, já confusa canta músicas repetitivas e desinteressantes – como Ready for the Floor, do Hot Chip, e Atropelamento e Fuga, do Skowa e a Máfia (aquele do Piores Clipes, lembra?). Tudo parece interessante naquele momento, menos voltar a ler Kakfa. Tudo. 3h02: Falta pouco. Embora já não haja mais nada criativo a fazer, vai ser fácil permanecer acordado pelas próximas três horas – especialmente se o imbecil do funcionário da Viação Cometa continuar rindo alto e berrando com o colega dentro do guichê da companhia. Ele é bem-intencionado, limpa o vidro do guichê... Mas não dá pra fazer isso em silêncio? 3h10: Quando eu achei que mais nada salvaria minha noite de maneira criativa... Sim!! O radinho de pilha que a patroa me deu de Dia dos Namorados está na mochila. E o melhor: sintoniza a Kiss FM que é uma beleza! 3h20: Um drogado passeia pela rodoviária e causa alguma confusão. Mas que rodoviária não tem isso, né? 3h29: “São esses atrasos que salvam nossas vidas”, pensava eu. “Amanhã, vou ver a notícia de um ônibus que despencou em uma ribanceira.” Bastante otimista, não? Àquela hora, valia tudo para manter a sanidade – só não valia... 3h49: As piscadas de olho já são mais longas – e preocupantes. Isso é sono. Sério, o que eu não daria por um sofá, umas cobertas e alguém pra me acordar na hora de viajar? Eu já não tenho mais paciência para ficar acordado anotando tudo o que acontece comigo na rodoviária, cacete! 4h33: Não estou brincando. Até mesmo anotar as coisas é cansativo. A única maneira de espantar o sono naquele momento era passeando de novo pela rodoviária – desta vez, mais minuciosamente. Tanto que um mapa do estado me ocupou por um bom tempo, procurando cidades (achei que Araraquara fosse mais próxima de Prudente). Olhar as cidades de destino dos guichês das empresas também é legal nessas horas. 4h45: Noventa minutos... Noventa minutos... Era menos que uma partida de futebol (contando intervalo e acréscimos). Noventa minutos... 5h12: A rodoviária começa a ficar movimentada. As pessoas que vão trabalhar e pegar metrô ou trem começam a chegar. O fim do meu tormento também. 5h49: Último passeio pela rodoviária pra ficar acordado, prometo! Passo em frente a uma livraria, com uma variedade grande de títulos. “Mulheres ambiciosas ganham mais”, “Mulheres boazinhas não enriquecem”, “Mulheres ousadas chegam mais longe”, “Vendedoras boazinhas enriquecem”, “Mulheres lideram melhor que homens”... Sério, essa tal de Lois P. Frankel já deve estar milionária! 6h15: SIM! Eu sobrevivi! Meu ônibus chegou. E mal sabia eu que eu seria acordado por um moleque pequeno, que dormiria pouco, que a viagem levaria onze horas (ao invés de sete) e que uma bicha velha e suas amigas me torrariam a paciência ao longo do trajeto – um pinga-pinga clássico. Mas isso, sinceramente, eu não tive saco de anotar...
Por EMANUEL NOVAES às 3:31 PM
| domingo, septiembre 14, 2008
SEXTA DESCULPA PARA ATUALIZAR POUCO O BLOG
Não basta ter azar; é preciso ter MUITO azar. Quando você acha que já tem motivos suficientes para ocupar sua vida, eis que aparece algo para complicar tudo ainda mais. Há quem vá dizer que Deus tem um grande senso de humor, enquanto há os que digam que há males que vêm para bem. Eu digo apenas que um apartamento inundado e mal-cheiroso não estava nos meus planos. Como se não acontece coisas suficientemente ruins na minha vida... Não há muito o que dizer – apenas que eu estou feliz por ter salvo os meus pertences. Por isso, resolvi preparar mais uma cronologia para contar para vocês porque é que concluí, em cinco dias, que eu vim ao mundo com o pé esquerdo. E acreditem: perto de seu autor, este blog passa por uma fase muito boa. Terça-feira, 9 de setembro Cheguei de volta da casa dos meus pais e fui recebido pelo zelador do meu prédio, o Xavier. “Emanuel, tá tendo algum problema de encanamento no seu apartamento?”, perguntou Xavier, com seu indefectível sotaque mineiro. Eu respondi que não, que não havia notado nada de anormal. Voltei da faculdade à noite e fui recebido pelo mesmo, dizendo que precisaria dar uma olhada na questão. Sem problemas, pensei eu. Quarta-feira, 10 de setembro No dia seguinte, Xavier subiu ao meu apartamento por volta das 10h30 da manhã. Explicou que o andar de baixo, o oitavo, estava com infiltração, e suspeitava que o problema fosse no meu apartamento – mais exatamente no banheiro. Me mostrou a escada do oitavo andar e disse que o problema havia diminuído nos dias em que eu estive fora. Fazia sentido. Ele, então, perguntou seu poderia mandar o encanador dar uma olhada no dia seguinte. Sem problemas, pensei eu. Quinta-feira, 11 de setembro Então o encanador veio, também de manhã. Olhou a parede do chuveiro, olhou a parede do vaso sanitário... E nada. “O problema deve ser aqui, no cano”, disse ele, apontando para o espaço entre as duas coisas, “ou aqui no ralo”, completou, apontando para o ralo do meu chuveiro. “A gente tenta aplicar um rejunte na beirada do ralo, pra ver se resolve o problema.” Ele viria no outro dia pra fazer o negócio com mais tempo. Sem problemas, pensei eu. Sexta-feira, 12 de setembro Saí para ir ao médico e trabalhar na sexta-feira, e deixei a chave na portaria. O cara veio de manhã e fez o serviço – aparentemente, trocou um tal de ‘flexível’ do vaso sanitário, que estava trincado. Deixou a chave na portaria e foi embora, provavelmente para almoçar. Sem problemas, pensaria eu, se estivesse no apartamento. Mas o problema veio na tarde da sexta-feira. Não sei por que cargas d’água (pegaram?) o tal do flexível escapou. O registro do apartamento estava aberto, e logo a água começou (acredito eu) a jorrar. Jorrou tanto que, em pouco tempo, inundou o banheiro – e o corredor, e a cozinha, e a sala, e parte do quarto. Por sorte, minha vizinha Bia ouviu o barulho no final da tarde e correu para avisar na portaria. O Ildeu, porteiro, correu para fechar o registro, mas já era tarde. A essa altura, o apartamento já parecia o Pantanal. Cheguei da faculdade umas 20h30 e fui cuidadosamente informado pelo próprio Ildeu o que havia acontecido na sexta-feira. Como ele estava seco, eu pensei que se tratasse de uma brincadeira – ainda que sempre temendo pelo pior. Peguei a chave, subiu ao apartamento e constatei: era verdade. O apartamento estava alagado (de água limpa e tratada, ainda bem). A chave geral havia sido desligada para evitar um curto-circuito. Coisas que estavam no chão estavam próximas de um fim – inclusive o modem do meu computador. Eu estava sem água para lavar a louça, escovar os dentes, tomar banho e para diversas outras coisas que vocês imaginam. Sábado, 13 de setembro No dia seguinte, Bia deu a maior força e deixou um bilhetinho supercamarada na minha porta. “Se precisar de ajuda, me chama. Conta comigo! Bia (vizinha 92)”, dizia o papel, preso à minha maçaneta. E sem que eu nem mesmo chamasse, ela apareceu à porta e emprestou um rodo, morrendo de dó, para que eu e o Xavier – já presente – enxugássemos parte do chão. Saí, e só voltei à tarde. Não quis perturbar a Bia, e consegui tomar banho porque o pessoal da portaria do prédio permitiu que eu utilizasse o banheiro deles. Mesmo assim, não foram duas noites (sexta e sábado) agradáveis para se dormir no meu apartamento. Hoje, 48 horas depois, o carpete cheira mal, e eu nem sei por onde começar a arrumar, uma vez que o prédio irá mandar um pessoal para ver o futuro do chão do meu apartamento. Enfim, essa NÃO é a desculpa citada para ficar sem atualizar o blog. É apenas um exemplo da minha falta de sorte. Por isso, não desconfiem se, nos próximos dias, eu for atropelado por um monociclo ou atingido por um pedaço de satélite. Aí, podem ter certeza, eu terei azar o suficiente para explicar porque o blog não foi atualizado.
Por EMANUEL NOVAES às 10:59 PM
| jueves, septiembre 11, 2008
CINCO DESCULPAS PARA ATUALIZAR POUCO O BLOG
Vocês repararam, certamente, que este blog perdeu parte de seu fôlego nos últimos meses. Eu poderia culpar uma série de motivos, mas resolvi listá-los aqui. "Sono", "bar" e "fui jogar/assistir futebol" não entram. Desinteresse, juro pra vocês, menos ainda. Sem delongas, vamos lá: 1. "Cara, tenho trabalhado que nem uma mula. Sério, chego em casa e tudo o que eu penso é em descansar." 2. "Esse negócio de blog fica meio de lado. Agora eu estou namorando, fica complicado dar atenção para o blog, né?" 3. "Essa malditas comunidades do Orkut tomam muito meu tempo. Tá louco!" 4. "Ah, eu comecei um projeto paralelo. Estou começando um outro blog com o Júlio, o Última Divisão. Complicado conciliar as duas coisas." 5. "Último ano da faculdade, né? É prova, é trabalho, é TCC..." Embora não venha sobrando tempo nem pra fazer faxina em casa (sério), desconsiderem os argumentos - pelo menos, em parte. Afinal, eu já trabalhava em 2006, quando o blog vivia um momento áureo. Já tive outros projetos paralelos (nenhum tão legal, é verdade). Por fim, o Fábio também namora e trabalha, e tem um blog que é um dínamo! Orkut ou faculdade??? Hum... Esperar até o final do ano pra ver... Obs: Não te disse, Babi?
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